Cor
Duração: 13’
Formato: 16mm
Roteiro e Direção: Geraldo Sarno
Produção: Thomaz Farkas
Fotografia: Affonso Beato e Lauro Escorel,
Som direto: Sidney Paiva Lopes
Música: Ana Carolina
Montagem: Eduardo Escorel
“A Casa de Farinha” ilustra o processo de extração da mandioca e a obtenção de seus subprodutos: a farinha de mandioca e a goma. É um difícil processo por qual a matéria-prima deve passar antes de ser utilizável: a eliminação da ‘manicoeira’ (ácido clorídrico) marca boa parte do processo. Além da dificuldade em sua obtenção, um depoimento sincero de um trabalhador da casa de farinha (que diz que ‘fala a verdade até a morte’) mostra a dificuldade que se tinha (e, acredito, se tem) em vender o produto final, devido principalmente à grande oferta de produtores de farinha. A mandioca é facilmente cultivável pois adapta-se a qualquer solo e qualquer clima, por isso o fato de ter tornado-se, além de comerciável, agricultura de subsistência e alimento principal na mesa do nordestino nesse espaço-tempo datado. Belas imagens ritmadas (que em alguns momentos lembram-me de ‘O homem com a câmera’, de Vertov) somadas à boa escolha de trilha-sonora marcam o clima por muitas vezes tenso do documentário.





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