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b&p
Duração: 9’5’’
Formato: 16mm
Direção: Geraldo Sarno
Produção: Saruê Filmes e Thomaz Farkas
Fotografia: Thomaz Farkas e Geraldo Sarno
Narração: Othon Bastos
Montagem: Geraldo Sarno.
Mais um materializador do imaginário popular é tema central do documentário “Vitalino / Lampião”. Geraldo Sarno conduz a entrevista com Vitalino Filho, cujo trabalho herdou de seu pai e é o de modelar bonecos de barro puro. Como escutamos na narração de Othon Bastos, : “A arte aqui é a de produção, pois a concepção é coletiva”. Dar forma ao imaginário popular é tema mais que recorrente nos documentários da Caravana Farkas. Deste, em especial, passamos a totalidade do filme embriagados pelo talento de Vitalino confeccionando a figura do matador mais conhecido do Nordeste clássico, enquanto escutamos o maravilhoso canto popular sobre o mesmo. Entretanto, a narração mais uma vez adverte ao artista popular que os tempos já eram outros e a maldição sobre a arte fora de sua reprodutibilidade técnica estaria cada vez mais se agravando. Além disso, friso mais uma vez o maravilhoso trabalho de Affonso Beato cujas imagens, essas sim, povoam o meu imaginário de belos documentários feitos no Brasil.
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Etiquetado: Artesanato, Documentario, Geraldo Sarno, Lampiao, Vitalino Filho
Cor
Duração: 10’5’’
Formato: 16mm, ampliado para 35mm
Roteiro e Direção: Paulo Gil Soares
Produção: Thomaz Farkas
Fotografia: Affonso Beato
Som direto: Sidnei Paiva Lopes
Música: Banda de Pífanos do Crato
Montagem: Geraldo Veloso
Uma exposição pontual e objetiva do abate do boi e a obtenção de seus subprodutos, no tempo/espaço datado. Foi o primeiro filme da Caravana que assisti e que “fisgou” minha curiosidade para a manutenção da pesquisa. As imagens do abate do boi, bárbaras, no sentido pontual da palavra, transmitem uma bela coragem bem como um gosto apurado para com um objeto de pesquisa. Acredito que “A Morte do Boi” alia-se diretamente ao conceito de subdesenvolvimento no cinema, especialmente no cinema documentário, de, como ja dito, um espaço datado: antes do espaço nordestino, o espaço brasileiro.
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Etiquetado: A Morte do Boi, Paulo Gil Soares
O Objetivo deste blog é traçar um diário em relação a uma pesquisa sobre o grupo de 19 documentários produzidos nos anos de 1969 e 1970 no nordeste brasileiro que ficou conhecido como Caravana Farkas. Thomas Farkas foi o produtor destes filmes e o grupo de diretores incluem figuras como Paulo Gil Soares, Geraldo Sarno e Sergio Muniz.
Justifico este trabalho primeiramente pelo fato de não existir muitos estudos em relação ao tema (pontualmente, apenas algumas teses acadêmicas de maior peso) e, principalmente, pouca referência sobre este na Internet.
Acredito ser interessante, como começo de trabalho, uma exposição horizontal dos filmes produzidos, depositando aqui fichas técnicas dos filmes, bem como uma pequena explanação sobre seus temas. A exposição imagética também torna-se sumariamente necessária. Para isso, pretendo depositar séries de screenshots dos filmes (obtidos, basicamente, de tranmissões televisivas pontuais e uma ou outra fonte de acervos pessoais).
A Caravana Farkas é um campo significativo no documentário brasileiro, no que concerne tanto à estética utilizada (variante entre os trabalhos) e os temas abordados.
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Etiquetado: Caravana Farkas, Documentário Brasileiro, Pesquisa, Thomas Farkas